Efeitos dos canais de Suez e do Panamá

O efeito da abertura dos canais de Suez e do Panama sobre os países banhados pelo Atlântico Sul foi catastrófico.
Até 1869 toda navegação da Europa para a Asia acontecia pelo Atlântico Sul. Era rota obrigatória descer pela Costa africana, contornar o “bico da África” para se chegar ao Oceano Indico e depois o Pacifico. O caminho alternativa era descer pela Costa Sul-americana, contornar o “bico da América do Sul para se chegar ao Pacifico.
Essa passagem obrigatória e a pouco autonomia dos navios, obrigava escalas em todos os portos da região, tanto na Costa Oeste quanto na Costa Leste da África e da América do Sul.
Navios chegando ou partindo, indo ou vindo, eram sinônimo de negócios e desenvolvimento.
Cidades como Dakar, Lagos, Luanda e Cidade do Cabo, no lado africano, e Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Buenos Aires cresciam e se desenvolviam “a olhos vistos”.
Com a inauguração do Canal de Suez, em 1869, o trajeto de 20 mil quilômetros foi reduzido para menos de 12 mil quilômetros. A navegação na Costa africana despencou. Cerca de mil navios bordejavam a costa africana até o fatídico ano de 1869. A partir de então o trafego marítimo caiu para cem navios por ano, ou menos até.
Cinquenta anos depois, em 1914, aconteceu a inauguração do Canal do Panama, “a obra do século”.